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Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006
ÁGUA: Patrimônio Natural Indispensável
Os mananciais hídricos representam a qualquer País um enorme patrimônio natural que deve ser indiscutivelmente preservado e conservado (Magalhães, 1982). Esses mananciais, representados pelos rios perenes, rios temporários, lagoas, córregos e aqüíferos, servem de abastecimento as populações, em função da qualidade e necessidade que este líquido trás ao ser humano. Além de proporcionar qualidade de vida, a água pode ser utilizada de diversas formas: lazer, diversão, produção de alimentos, irrigação à agricultura e, indubitavelmente, como líquido precioso e indispensável à sobrevivência do homem (Schaffer & Prochonow, 2002).
Atualmente em nosso País, a água tem levantado grandes discussões a respeito da sua intrínseca importância, suscitando acordos de condutas, tanto de recuperação como de melhoras da rede de abastecimento para a população (Magalhães, 1982; Casatti, 2005). Muitos acordos têm sido propostos em função do estado e das condições que cada região apresenta. Dentro dessa ótica, os projetos de recuperação têm se baseado exclusivamente na recuperação da mata marginal ¿ denominada de mata ciliar -, com estratégia de remontar e restaurar as condições florísticas de cada área. Muitas propostas surgiram com a demanda de se plantar e replantar as árvores nativas nas margens dos rios e, assim, restabelecer a estruturação florística normal das margens, em virtude da erosão causada pelo desmatamento, agricultura, pastagens e construções urbanas.
A preservação dessas áreas marginais, além de trazer novamente as condições naturais da mata ciliar, permite que toda uma fauna venha a se estabelecer. A fauna já estabelecida serve de grande importância para as plantas, colaborando no notável processo de dispersão, com especial destaque para a avifauna. Essas aves se alimentarão das sementes e dos grãos, carregando-os para locais distantes, proporcionando dessa maneira o sucesso da planta em outras áreas, além do local de origem (Schaffer & Prochonow, 2002). Além do estabelecimento desta fauna, a mata ciliar também desempenha importante papel no combate da erosão, permitindo que as raízes impeçam a lixiviação e o carreamento do solo para o interior dos rios, o que acaba trazendo grandes prejuízos à agricultura e também a hidrodinâmica de toda a bacia hidrográfica (DAEE, 1990).
Portanto, incentivar a conservação da mata ciliar é ao mesmo tempo, preservar a integridade dos mananciais e também de todo o ecossistema.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
1. CASATTI, L. Avaliação dos riachos do noroeste paulista. Jornal UNESP, São José do Rio Preto, 2005, n. 207.
2. DAEE. Controle de erosão: bases conceituais e técnicas. São Paulo, DAEE/IPT, 1989. 2ª edição, 1990.
3. MAGALHÃES, J. P. Recursos naturais, meio ambiente e sua Defesa no Direito Ambiental. FGV, Rio de Janeiro, RJ. 1982.
4. SCHAFFER, W. B. & Prochonow, M. O que são Matas Ciliares? Brasília, APREMAVI, 2002.
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Pesquisa realizada por: Alison Wünderlich
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Segunda-feira, Janeiro 23, 2006
TALASSEMIAS
Segundo MOTTA (2003), OTTAWAY e APPS (1986), e ROSKOSKI (1997), as hemoglobinopatias estão entre as doenças genéticas mais comuns em todo o mundo. Há dois grupos de hemoglobinopatias. O primeiro é devido a mutações que alteram a estrutura dos polipeptídeos da globina, dos quais o exemplo mais famoso é a anemia falciforme. O segundo grupo está associado com diminuição de síntese das cadeias de globina. Estes distúrbios são chamados de talassemias.
As talassemias resultam de mutações que reduzem ou inibem a síntese de globinas, principalmente da α e β (DEVLIN, 1998; HALLIWELL e GUTTERIDGE, 1999; JORDE et al, 2000; LEWIN, 1998; LIMA, 1996; MAZUR e HARROW, 1970; NAOUM, 1997; OTTAWAY e APPS, 1986; RAVEL, 1997; ROSKOSKI, 1997; STRYER, 1996; VOGEL e MOTULSKY, 2000).
Elas podem ser subdivididas em formas α, β, δβ, γ, δ e εγδβ, dependendo de qual cadeia de globina está ausente ou reduzida. As mais comuns são as α e β, sendo a β com maior freqüência, afetando a produção de hemoglobina A1 que é a mais importante no corpo do adulto, enquanto as δ e γ são clinicamente silenciosas (VOGEL e MOTULSKY, 2000).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
1. DEVLIN, M. Thomas. Manual de bioquímica com correlações clínicas. 4 ed.. São Paulo: Edgard Blücher, 1998.
2. HALLIWELL, B.; GUTTERIDGE, J.M.C.. Free radicals in biology and medicine. 3 ed. New York: Oxford University Press, 1999.
3. JORDE, L. B.; CAREY, J. C.; BAMSHAD, M. J.; WHITE, R. L.. Genética médica. 2 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
4. LEWIN, Benjamin. Genes. 6 ed.. New York: Oxford New York Tokyo, 1998.
5. LIMA, Celso Piedemonte de. Genética humana. 3 ed. São Paulo: Harbra, 1996.
6. MAZUR, Abraham; HARROW, Benjamin. Bioquímica médica. México: Editorial Interamericana, 1970.
7. MOTTA, V. T.. Bioquímica clínica para laboratório: princípios e interpretações. 4 ed. Porto Alegre: Editora Médica Missau, 2003.
8. NAOUM, Paulo Cesar. Hemoglobinopatias e talassemias. São Paulo: Sarvier, 1997.
9. OTTAWAY, J.H.; APPS, D. K.. Bioquímica. 4 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1986.
10. RAVEL, R. M. D., Laboratório clínico: aplicações clínicas dos dados laboratoriais. 6 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.
11. ROSKOSKI, Robert Jr. . Bioquímica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.
12. STRYER, Lubert. Bioquímica. 4 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996.
13. VOGEL, F., MOTULSKY, A.G.. Genética humana ¿ problemas e abordagens. 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
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Pesquisa realizada por: Gilberto Ferreira Filho
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